“Foram tantas expectativas criadas que não levaram a nada, falsos amores, falsas risadas, falsos respostas dizendo que estava apenas cansado, quando o que realmente tinha era um poço de tristeza em mim. Foram tantas coisas. Passou, hoje a dor se tornou minha própria anestesia, que com tanto tempo sentindo-a aprendi conviver com ela. E como sei que a dor não dura para sempre, espero a felicidade bater na porta e dizer - Posso entrar? - .”
“Minha vontade agora é sumir. Chamar você. Me esconder. Ir até a sua casa e te beijar e dizer que te amo e que você é importante demais na minha vida para eu te abandonar. Minha vontade é lembrar de você a cada manhã. Pensar em você para dormir melhor. Imaginar nossa vida juntos, naquela casa bonita com cachorros e com a nossa filha correndo pela sala. Então eu percebo: minhas vontades são bipolares demais. Só o que não é bipolar demais é a minha ganância por te ter.”
“Já me perguntaram algumas vezes: o que eu faço? E eu digo: não faz nada. Não precisa se montar, decorar um texto, falar pausadamente na frente do espelho, ensaiar a cena, viajar em busca da palavra perfeita. A gente tem que ser a gente. Eu tenho que ser eu. Você tem que ser você. Por mais estranho, maluco, curioso e engraçado que isso seja.”
“Sentada na cadeira de balanço, escrevendo mais um pouco de verborragia, até porque isso é algo que sei fazer muito bem, não digo escrever, mas sim o dom de escrever coisas inúteis, sem nexo, sem sentido, até porque não dizem que escrevemos o que sentimos ou o que somos? Pois então, minha escrita sou eu, algo sem sentido algum”
“É sufocante isso, né? Sabe, isso de querer muito alguém, e não ter retorno. Isso de sentir demais, e não ser sentido por ninguém; isso de amar muito, e ser amado pouco. Sei lá. Na verdade, não é aquilo de: “eu não posso viver sem retorno de sentimentos.” Porque eu posso, todo mundo pode. Mas doí. Não aquela dor insuportável. É aquela dorzinha que incomoda, sabe? Que sufoca pouco á pouco. Não mata simplesmente, mas vai machucando até a gente não aguentar. ”
“- Você não cansa de esperar?
- E você, não cansa de demorar?
- Não entendi.
- É você que eu espero.”
“- O que você tem?
- Só estava pensando na vida.
- E tuas lembranças te trouxeram tristezas?
- Tristeza não. Saudades.”
“Mas eu te amo assim, desse jeito meio torto, possessivo, exagerado, errado. Desculpe por ser tão ciumenta e melosa ás vezes, mas esse é o jeito que eu encontrei para não perder aqueles que eu amo, por que eu sei o quanto dói ver alguém partir, principalmente quando é alguém que se ama muito. Eu tenho uma porção de defeitos assim como todo ser humano, mas eu sei ser fria, calculista e ignorante, assim como eu também sei dar carinho, atenção e o principal: amor; algo que está em falta hoje em dia. Mas eu não estou aqui para falar do amor das outras pessoas. Eu estou aqui para falar sobre o único assunto que me interessa: o seu, o meu, o nosso amor. Tão verdadeiro e tão forte ao mesmo tempo. Eu só queria que esse amor todo não acabasse, que mesmo eu sendo repleta de defeitos, eu queria que você aceitasse todos eles. Afinal o amor é isso não é? Aceitar os defeitos do outro, e transformá-los em qualidades.”